Os vídeos interativos no YouTube já viraram uma nova mania! Várias agências publicitárias estão apostando nessa nova forma de envolver o consumidor com a marca, possibilitada pela Internet.
Essa diferente forma de interação com o consumidor é chamada de “consumer in control”, onde quem assiste ao vídeo tem como intervir no que acontecerá a seguir. Além disso, os vídeos geralmente são bem divertidos, o que incentiva os internautas a compartilharem a mensagem com os amigos, aumentando o alcance e atingindo um número bem elevado de visualizações.
E a interatividade em vídeos não fica só nas propagandas publicitárias! Como no caso da agência americana Boone Oakley, que fez do seu próprio site um vídeo interativo no YouTube, para acessá-lo basta entrar no site: www.booneoakley.com
Ou como no caso da banda canadense Arcade Fire, que lançou um clipe, em parceria com o Google, em que você coloca um endereço de sua escolha e o vídeo interage com o local que você escolheu! Confiram no site: www.thewildernessdowntown.com
A Copa ainda nem começou e já tem muita gente com o álbum completo. Mesmo levando em conta que algumas escalações, como a do Brasil, por exemplo, não estão lá muito corretas o sucesso do álbum da Copa 2010 já é incontestável. Quem não tem um amigo, irmão ou colega de trabalho que anda por aí com o bolso cheio de figurinhas pra trocar? Ou não tem mais? Porque a mania pegou tanto que superou todas as expectativas e fez a Panini pedir desculpas pela ausência de pacotes das preciosas figurinhas nas bancas de jornal.
Nesse panorama, o papel da Internet e, especialmente, das redes sociais foi fundamental para tamanha repercussão e movimentação. Na rede podemos conhecer alguém com interesse comum, ficar sabendo de um ponto de encontro de troca e até interagir diretamente com a Editora Panini. Atenta ao que estava acontecendo no mercado, a editora responsável pela publicação respondeu rapidamente, criando soluções para os problemas apresentados pelos consumidores e inovando com produtos como MyPANINI. No novo site, a Panini disponibiliza uma ferramenta para que você possa criar sua própria figurinha, para colar no álbum ou usar no perfil de alguma rede social.
Afinal, a vida dos colecionadores de figurinhas nunca mais será a mesma depois das redes sociais. Twitter, Orkut e Facebook viraram um grande ponto de troca de informações sobre o álbum, figurinhas e dicas para completar a coleção o mais rápido possível. Tem até usuários aproveitando para completar antigos álbuns.
Aproveito a deixa para dar um roteiro com links interessantes para os colecionadores que ainda estão com o álbum incompleto ou com vontade de quero mais. Boa sorte!
Entre na maior comunidade do Orkut voltada ao Álbum da Copa 2010, você pode trocar informações e figurinhas com alguns dos pouco mais de 4 mil membros.
No Twitter, siga @TorcidaPanini, participe dos quiz relâmpago a qualquer momento e ganhe 20 figurinhas escolhidas por você.
Se não conseguir na base da troca, encomende as figurinhas que faltaram para completar o seu álbum no site da Editora Panini.
Se já completou seu álbum, personalize sua coleção. Monte sua própria figurinha no site MyPANINI e receba no seu endereço.
Mas se ainda assim quiser mais, acesse o hotsite da promoção Torcida Panini e concorra a TVs de LCD e iPods.
Na última eleição presidencial dos Estados Unidos a Internet certamente teve um papel fundamental. De acordo com o estudo realizado pelo Projeto Vida Americana e Internet, do Instituto Pew, cerca de 55% da população adulta procurou notícias políticas, pesquisou as posições de candidatos, debateu questões ou de alguma forma participou da eleição através da Internet.
É importante observar que esse aumento na participação da Web foi, em grande parte, influenciado pela brilhante campanha do atual Presidente Barack Obama. O então candidato investiu pesado em uma equipe de estrategistas digitais e alinhou seu próprio discurso político com algumas das características mais fortes da rede, a interatividade e a transparência. O resultado, além da eleição, claro, dois dos mais cobiçados prêmios do Festival de Publicidade de Cannes.
Tanto sucesso na campanha de Obama tem incentivado cada vez mais partidos e agências de marketing político a se aventurar na Web. Mas, como no Brasil o debate ainda está mais atrasado, cresce cada vez mais a procura por escritórios de advocacia especializados em direito digital. Por conta disso, após muita polêmica e o adiamento das mudanças das regras eleitorais para cobertura jornalística pela internet, ficaram estabelecidas algumas regras para ações digitais nas próximas eleições.
- A propaganda eleitoral na web será liberada dia 6 de julho. O que for “ato de vontade” não tem prazo de início – por exemplo, simpatizantes podem abrir espaço nas redes sociais para se manifestarem.
- Estão vetados anúncios pagos na internet. Sites de órgãos do governo ou entidades da administração pública não podem exibir propaganda.
- Debates estão permitidos. A participação de candidatos nesses encontros não é considerada propaganda antecipada.
- Existe direito de resposta na web. A solicitação tramitará com prioridade na Justiça Eleitoral.
- E-mail marketing e SMS visando campanha eleitoral também estão autorizados. O receptor das mensagens poderá solicitar o fim do envio desse material. O prazo para isso é de 48h, sob pena de multa de R$ 100 por mensagem.
- A boca de urna digital pode ficar no ar mesmo no dia da votação. Não há limite temporal para a veiculação de propaganda eleitoral gratuita na web.
No Brasil, longe de buscar prêmios de publicidade, a propaganda eleitoral na Web contará ainda com a forte participação das redes sociais. Muito difundidas, terão cada vez mais espaço em um país com tradição em debates políticos. O que se espera é que a Internet permita que mais formadores de opinião (blogueiros) participem e ampliem as discussões, influenciando principalmente jovens e indecisos. Debates na TV sempre foram pontuais, enquanto na rede podem ocorrer em tempo integral. Ao contrário das mídias de massa, a Internet permite feedbacks instantâneos e sem moderação. O que, em breve, pode fazer com que vire justamente a principal referência de desempenho dos candidatos nas mídias tradicionais.
Confira abaixo um vídeo sobre a vitoriosa campanha de Barack Obama nas eleições e no Festival de Cannes do ano passado. E, em seguida, uma apresentação interessante com alguns dados sobre como as redes sociais aumentaram drasticamente o poder de alcance da informação.
(Não encontrei a fonte da apresentação. Se alguém souber o autor, por favor, mande um email ou deixe um comentário para que sejam dados os devidos créditos.)
Há duas semanas, na última conferência digital do Ad Age, Ashley Ringrose, co-fundador da Soap Creative e curador do Bannerblog, fez uma rápida apresentação sobre suas regras de ouro para a criação de publicidade online. Em tempo, para quem nunca ouviu falar desses nomes. Ad Age é um dos maiores sites sobre mídia online do mundo, Soap é uma agência digital australiana premiadíssima e Bannerblog é um famoso blog de publicidade online.
Apesar de algumas pessoas ainda acharem desperdício investir em mídia online, na dinâmica e bem-humorada apresentação, Ringrose conta suas regras e explica porque funcionam. Além disso, mostra cases de sucesso de grandes agências e marcas internacionais, como Crispin Porter & Bogusky, DM9 DDB, VolkswageneTok&Stok.
As regras de Ringrose são bem simples e se aplicam a qualquer tipo de mídia online. Por isso, são valiosas tanto para quem já entende do assunto quanto para iniciantes. Confira abaixo um breve resumo da regras e alguns dos cases utilizados como exemplo na apresentação.
Como deve ser um anúncio online para ter sucesso?
1) Interative/Interativo. Deve recompensar o consumidor pelo clique. A interatividade aumenta o recall da marca em 63%, se comparado a anúncios não interativos. Volkswagem
2) Customizable/Customizável. Deve permitir que o usuário personalize o aúncio. Tok&Stok
3) Contextual/Contextual. Deve ter coerência com o a mídia empregada. Sol
4) Entertaining/Entreter. Deve gerar interesse. Lipton
5) Playable/Ser Jogável. Deve ter continuidade. Não dá pra brincar com um comercial de TV por 5 minutos. Cia Athlética
6) Useful/Ter Utilidade. Deve ter propósito útil ao consumidor, caso contrário não deve irritá-lo. Nike
Em outras palavras, o que Ringrose quer mostrar é que na mídia digital, ao contrario da propaganda tradicional, é possível entregar mais do que simples anúncios, mas soluções especialmente pensadas para determinado problema de marketing. E, lembrando Steve Jobs, fundador da Apple, finalizou. Pense nas mídias digitais de maneira diferente, entenda as pessoas e, só então, a tecnologia.
Na íntegra em inglês, a apresentação AdAge 2010: The 6 Foundations Of Great Digital Creative ou As 6 Regras Básicas da Criação Digital de Sucesso.
Administrador de empresas com pós graduação em Gestão Empresarial e Inovação Tecnológica pela ESPM atua como consultor estratégico de TI e gerente de projetos da Webop.
DANIELA BUENO
Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi e estagiária na Webop.
RENATO MARONI
Formado em Relações Internacionais (PUC/SP), cursou Miami Ad School e Criação Literária (AIC). Trabalhou por mais de 5 anos em grandes agências de São Paulo, como Wunderman e EURO RSCG. Hoje é redator freelancer e presta consultoria de comunicação.